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Reabilitação cognitiva para pacientes pós-COVID-19. Sumário técnico.

A síndrome pós-Covid pode ser considerada como pessoas com sintomas persistentes mesmo após se recuperarem da Covid-19. Semelhante ao paciente no momento em que é diagnosticado (fase aguda da doença), os pacientes que desenvolvem a síndrome pós-Covid também experienciam sequelas cardiorrespiratórias, neurológicas, psicológicas. Para o NICE, as consequências dos sintomas a longo prazo para os sistemas de saúde são de grande preocupação.

Assim, fez-se necessário identificar e sumarizar as estratégias de reabilitação cognitivas que podem ser utilizadas para pacientes que apresentam a síndrome pós-Covid, ou sintomas de Covid-19 mesmo após sua recuperação. Para isso, este sumário técnico buscou de forma ampla e incluiu 23 estudos. Deles, dois estudos comparativos foram identificados, porém são ensaios clínicos em andamento e não há dados de efetividade publicados até o momento.

Foram encontradas estratégias como mindfulness, elaboração de diários, música, treinamento cognitivo, psicoterapia, guias escritos, telemedicina, exercícios comportamentais, conscientização corporal, repetição de tarefas. Porém, alguns estudos não apresentam detalhes das intervenções, apenas citam como “reabilitação”, mas não é possível identificar especificamente que tipo de estratégia foi utilizada.

Apesar do grande número de estratégias propostas, o que indica a importância que a comunidade assistencial e científica tem dado ao tema, ensaios clínicos randomizados finalizados avaliando a efetividade e a segurança de diferentes modelos de reabilitação não foram identificados.

Hipoclorito de sódio para descontaminação/desinfecção de superfícies no contexto da pandemia da COVID-19

O contato direto ou indireto com uma pessoa com COVID-19, como tocar uma superfície que foi contaminada por essas gotículas, e tocar no rosto, olhos, nariz ou boca logo depois, pode ser uma rota de transmissão do SARS-CoV-2. A descontaminação de locais públicos pode ajudar a reduzir os riscos de infecção. 

Esta revisão sistemática rápida teve como objetivos identificar, avaliar e sumarizar as evidências disponíveis sobre a eficácia e a segurança da utilização de hipoclorito de sódio para a desinfecção de superfícies durante a pandemia de COVID-19. 

As estratégias de busca nas bases de dados identificaram 149 referências. Sete estudos com desenhos variados para responder à pergunta desta revisão foram incluídos (três revisões narrativas, três estudos de opinião e um estudo experimental). Os estudos abordam as vantagens e desvantagens do uso do hipoclorito de sódio para desinfecção de materiais e ambientes. Ressalta-se haver grande incerteza com relação a qualquer tipo de recomendação.

Estudos com metodologia adequada são necessários para apoiar qualquer achado. A utilização do hipoclorito de sódio em qualquer concentração, por qualquer método e para qualquer superfície, ambiente ou dejeto deve ser monitorada.

Ozônio para COVID-19: descontaminação/desinfecção de superfícies. Revisão sistemática rápida

A aplicação de ozônio para descontaminação/desinfecção em diferentes superfícies está sendo considerada como intervenção no contexto da pandemia de COVID-19. Esta revisão sistemática rápida teve como objetivo identificar, avaliar e sumarizar as evidências disponíveis sobre a eficácia e a segurança da aplicação de ozônio para a desinfecção de superfícies durante a pandemia de COVID-19. As estratégias de busca nas bases de dados identificaram 138 referências. Após o processo de seleção, dois estudos com desenhos inadequados para responder à pergunta desta revisão foram incluídos (um estudo de opinião e um estudo experimental in vitro). Os estudos abordam de maneira descritiva a utilização do ozônio para descontaminação em diferentes materiais e fazem recomendações sobre esta intervenção no cenário da pandemia de COVID-19. Ressalta-se haver grande incerteza com relação a qualquer tipo de recomendação. São necessários estudos clínicos com foco em desinfecção de superfícies em contato direto e em ambientes reais com o SARS-CoV-2 para se aumentar a certeza da evidência para tal contexto.

Exames pré-operatórios no contexto da pandemia de COVID-19
A pandemia de Covid-19 resultou em muitas incertezas relacionadas ao cuidado cirúrgico, principalmente de procedimentos eletivos. As principais dúvidas são relacionadas à segurança do paciente durante os procedimentos, a segurança da equipe cirúrgica e o manejo pré-operatório durante a pandemia.
Um ponto chave em discussão é o papel da tomografia de tórax como exame pré-operatório para rastreio de pacientes assintomáticos. A Organização Mundial da Saúde publicou em 11 de junho de 2020 um guideline sobre exames de imagem no manejo da pandemia. Não há recomendação específica para pacientes no pré-operatório, porém não se recomendou o uso da tomografia de tórax em pacientes assintomáticos em nenhuma circunstância considerada pelo guideline.

Este relatório técnico teve como objetivo sumarizar as recomendações dos principais guidelines nacionais e internacionais sobre manejo pré-operatório no contexto da pandemia de Covid-19 e avaliar a recomendação de tomografia de tórax para screening pré-operatório durante a pandemia.

Estratégias referenciadas para manejo de pacientes em cuidados paliativos no contexto da pandemia de Covid-19. Sumário técnico de referências.

Os cuidados paliativos têm por objetivo central melhorar a qualidade de vida de pacientes e seus familiares vivendo com uma doença ameaçadora da vida através do alívio do sofrimento pela identificação precoce, avaliação e manejo da dor e outros sintomas físicos e sócio-psico-espirituais.

A atual pandemia tem se mostrado um grande amplificador de sofrimento através do alto número de mortes e isolamento físico, sensações de medo e ansiedade além de instabilidades sociais e financeiras. O alívio de todas as formas de sofrimento precisa ser visto como um ponto chave nas respostas coordenadas à pandemia de Covid-19.

Este sumário de referências teve como objetivo identificar as fontes das estratégias referenciadas em estudos publicados que discutiram o manejo de pacientes em cuidados paliativos no contexto da pandemia de Covid-19.

32 estudos foram incluídos divididos em: recomendações gerais para pacientes em cuidados paliativos; guias ou guidelines detalhados para o manejo de pacientes em cuidados paliativos; ferramentas de manejo de sintomas específicos, como dispneia, para pacientes com diagnóstico de Covid-19 e em cuidados paliativos; recomendações específicas para pacientes em instituições de longa permanência em cuidados paliativos; e recomendações, orientações e guidelines para pacientes em fim de vida.

Os materiais encontrados, em sua maioria, sugerem diversos fluxogramas para identificação rápida e manejo de sintomas de pacientes em cuidados paliativos que apresentem qualquer sintoma suspeito de Covid-19. O acesso aos materiais encontrados em todos os sites de organizações de cuidados paliativos é gratuito, porém apenas duas organizações são brasileiras e possuem material em português. Recomenda-se que qualquer implementação nacional tenha como base inicial as recomendações realizadas por estas duas organizações, pois o seu contexto é mais generalizável do que de instituições de outros países.